terça-feira, 28 de dezembro de 2010

So long, no see

Já não posto há um tempo né?!

A estação esses últimos dias esteve uma loucura e deverá continuar assim até a semana que vem. Muita gente não trabalha esses dias e as crianças estão de recesso até o início de Janeiro. E pra onde esse povo vai? Esquiar, claro!

Hoje a gente teve cerca de 400 crianças inscritas no Ski Wee (esse é o nome do programa - em que os guris vão pra aprender a esquiar). Em geral eu dou aula pra cinco ou seis, mas a depender do dia pode ser só uma ou duas ou pode chegar a oito ou nove. Acho ótimo quando eu fico com um grupo de crianças um pouquinho mais velhas, elas são bem mais fáceis de lidar. Mas hoje, por exemplo, tive que aturar um monte de pirralhos de cinco anos.

Vocês não fazem ideia do quão desgastante é ensinar eles a esquiar. Uns não prestam atenção, outros começam a chorar dizendo que querem os pais, enquanto outros dizem que estão com frio e mais alguns dizem que precisam ir ao banheiro. Quando o grupo é pequeno você pode dar mais atenção a cada um e eles acabam aprendendo melhor, mas com um grupo grande você mal consegue identificar cada um deles (lembrando que eles estão misturados entre dezenas ou centenas de outros skiers) muito menos prestar atenção no que eles estão fazendo. Ou seja: eles mal aprendem, e depois você tem que prestar contas ao pais.

Às vezes todo o que você quer é segurar a criança pelo ombros e balançar ela até que ela faça o que você o está pedindo. Mas como não se pode fazer isso com os filhos dos outros a gente engole os problemas a acaba o dia com um cansaço enorme e um stress absurdo. O consolo é que alguns pais sabem o quanto o trabalho é complicado e acabam nos dando uma gorjeta.

Foi em função da sobrecarga dessa época (entre o Natal e o Ano Novo) que acabei não postando. Ah sim... estive doente também. Comecei a me sentir mal no último domingo a tarde. A noite já estava péssimo. Febre, dor de cabeça e tontura insuportáveis. Me deitei logo cedo, mas passei a noite praticamente toda acordado. Cheguei a desmaiar uma vez quando tentei ir no banheiro - nunca tinha acontecido comigo antes. Na segunda pela manhã eu ainda tava muito mal, mas ainda assim foi trabalhar. Hoje já estou bem melhor - só me resta um gosto amargo na boca e uma certa fraqueza. Amanhã já estarei ótimo - imagino e espero.

Desde que cheguei aqui não tirei nenhuma foto. Nem vou tirar durante um bom tempo por isso acomodem-se. Assim que tiver um pouco mais de disposição eu posto sobre o restante das coisas que fiz em NY.

That's it for today.

Chau!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Keep on going

Antes de continuar falando sobre o que fiz em NY eu quis, pra evitar de esquecer, fazer uma pequena atualização do que tenho feito desde que cheguei em Jiminy Peak (já expliquei os nomes então se virem pra entender). O registro fotográfico de New York ajuda a memória então posso deixar pra mais tarde.

Não tenho foto pra colocar porque esses dias eu to trabalhando e não tenho tempo. E mesmo que tivesse não poderia. Usar o celular ou tirar fotos durante as horas de trabalho é proibido. Quando tiver minha terceira ou quarta folga eu tiro as fotos e posto. As primeiras vou usar pra outras coisas que não envolvem tirar foto da estação – tenho que abrir uma conta bancária aqui, comprar várias coisas, etc.).

Vamos lá:

Na segunda quando cheguei na estação de ônibus (e trem) de Pittsfield, por volta das 13h30, encontrei com Jannette, que é a manager da estação, e então fomos pra New Ashford, que é a cidade onde fica a moradia dos internationals (depois explico mais como é), encontrei com Luis (um peruano que está trabalhando na estação pela quarta vez e tinha chegado na semana anterior), deixei minhas coisas no meu quarto, e fomos os três pra a estação.

Quando cheguei em Jiminy eu assinei os documentos necessários, participei de uma orientação de direção (pra poder usar os carros da empresa), conheci alguns dos funcionários e alguns dos departamentos – sabendo que no outro dia não lembraria o nome de ninguém nem saberia chegar em nenhum dos lugares em que eu fui. E realmente não lembrei.

A carteira de motorista de Luis tinha expirado alguns dias antes de ele vir pra os EUA, por isso, até que chegasse mais alguém com a carteira internacional, eu que teria que dirigir. Fomos os dois então (eu dirigindo) pra casa. Estava nevando muito e a estrada tava super escorregadia. Pra começar com chave de ouro eu simplemente rodei na pista.

A gente tava em uma curva e o carro começou a deslizar demais em direção ao acostamento e eu tentando controlar. E desliza mais. E mais. E a gente vai bater no murinho do acostamento. E quase bater. E eu tento controlar. E freio. E no fim das contas a gente simplesmente foi parar com o carro na contra mão. Mas ao menos o carro parou, intacto. E nós dois estávamos vivos. Só um susto. Mas a good one.

Um pouco mais tarde nós fomos pra o shopping de Pittsfield. Ia comprar algumas coisas na Target, mas acabei desistindo e deixei pra fazer as compras quando Javiera (chilena) chegasse. Passamos na Best Buy pra olhar os eletrônicos. Quase compro um HD Externo (150 dólares e 1,5Gb com UBS 3.0), mas desisti porque não preciso necessariamente agora, apesar de mal ter espaço no PC. Fomos então pra a estação de ônibus mais uma vez e esperamos Javiera chegar (19h30).

Fomos os três às compras no Price Chopper. Comprei água (a da pia é fedorenta), sucrilhos, leite, pão, queijo, bologna, suco de laranja, pizza e 10 caixas de refeições prontas. To comendo uma delas agora. Cansei de falar besteira então vou avançar um pouco. Na terça-feira eu e Javiera conhecemos Jason (nosso chefe), que nos explicou o que íamos fazer e o funcionamento do programa (em outro post eu explico). Participamos de uma reunião com os outros instrutores e depois fomos assistir alguns deles darem as aulas pra nos familiarizar com a lógica toda.

Durante a tarde fomos esquiar com Mark (supervisor) pra que ele visse em que nível estávamos. Ele ia dizendo o que estávamos fazendo errado ao mesmo tempo em que dizia o que deveríamos ensinar aos guris. Pra falar a verdade eu achei que depois de dois anos eu ia pagar um certo mico, mas acabei me saindo bem. Nem ao menos cai. Good Job!

Some information. Or not really

O que é que se diz para as pessoas quando elas perguntam aonde você vai e você sabe que NENHUMA delas sabe onde é? E todos vocês pergutaram. Se muita gente nem inclusive sabe onde fica o estado de Masachussetts, de que adianta dizer o nome da cidade? Hancock, New Ashford ou Pittisfield significa alguma coisa? Para a maioria das pessoas é motivo apenas para uma cara de interrogação. Não sei quantas horas de New York ou de Boston pode ajudar, mas na realidade diz muito pouco.

Vou explicar um pouco. Hancock é o nome da cidade onde fica a estação de ski em que vou trabalhar. New Ashford é o nome da cidade onde na prática eu moro. Ao contrário de Great Barrington (onde morei da outra vez) nenhumas das duas tem muitos restaurantes, lojas grandes ou uma descente prestação de serviços em geral.

Se em 2008/2009 eu estava no meio do nada, desta vez tô no fim dele. Mas perto do nada ainda há salvação, caso contrário teria ido pra outro lugar, lógico. Bem perto delas fica Pittsfield - a maior cidade do condado (Berkshires). Ela funciona como uma espécie de centro político e econômico e é onde tenho resolvido a maioria das coisas (ao menos quanto a compras).

Pra não dizer que está tudo menor do que da outra vez; a estação de ski em que estou trabalhando (Jiminy Peak) é bem maior do que a anterior. Na verdade é um resort de ski, onde além da estrutura de uma estação comum existe uma espécie de village com hotel, lojas, restaurantes e outras besteirinhas. Ela também funciona a noite, o que talvez fosse representar mais dinheiro pra mim já que seriam mais horas trabalhadas, mas... como a grande maioria já sabe, eu sou instrutor de ski do programa para crianças iniciantes (SkiWee) e ele termina às 15h30.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Let's go! Let's go?



Depois de seis dias nos EUA cheguei a conclusão de que não quero mais escrever no blog. Depois de um dia inteiro na estação de ski ter que vir pra casa com a responsabilidade de "trabalhar" ainda mais não é divertido. Vou continuar porque quem sabe eu me acostume?!

(Ainda no Brasil) Já há alguns dias eu dormia mal porque tinha muita coisa pra fazer. Ia dormir tarde e tinha que acordar cedo por causa do vestibular - lembrando que fui fiscal inclusive na quinta-feira. Colégio - casa - aeroporto. Quem leu o outro post que fiz quando ainda estava em NY sabe que eu rodei muito durante a sexta. Não sai a noite porque não tinha condição física pra tanto.

Hoje eu vou escrever sobre o meu sábado - quando, na verdade, eu caminhei MUITO mais do que no dia anterior (ou qualquer outro). A diferença é que me caiu a ficha. A idéia de perder outra noite em NY não me parecia muito inteligente então eu esqueci que tinha pés e fui em frente.

No hostel que eu fiquei (HI NY) eles programam uma série de atividades pra os hóspedes. E todas elas são lotadas de pessoas do mundo inteiro. Brasileiros estão lá sempre. No sábado uma delas é o Jerry's Grand Tour. Jerry é um senhor novaiorquino bastante simpático de seus 70 e tantos anos e a idéia desse tour que ele faz é conhecer o máximo possível de New York em um dia.

O início da caminhada é às 10h da manhã e o fim (se a pessoa tiver disposição de ir até ele) é depois da meia noite. Muita gente foi desistindo ao longo do caminho, que a gente percorre principalmente a pé. Algumas porque já conheciam os lugares que seriam os próximos pontos, mas a maioria porque simplesmente não aguentava mais. De umas 14 horas de tour não se passa mais de três sentado, entre refeições e viagens no metrô. A coisa é séria mesmo! Eu teria continuado até o fim, mas já tinha outra programação então sai por volta das 21h. Se fosse em qualquer outro lugar eu teria ido pra casa e o dia teria acabado ali, mas em NYC a coisa é diferente, né?!

Agora eu vou postar umas fotos do que foi feito durante a manhã e vou deixar o resto do dia pra outro post porque esse já ta grande demais: Às dez da manhã (como já disse) nós saímos do Hostel e fomos pra o Brooklyn de metrô. Lá a gente foi caminhado por várias ruas enquanto Jerry ia contando um pouco da história do bairro e mostrando as construções. Paramos pra comprar o almoço e o levamos pra comer mais tarde em um piquenique com vista pra a Estátua da Liberdade, Manhattan e a ponte do Brooklyn.

Caminhando no Brooklyn:



Porque os prédios são sempre pontos pra fotos:



Feirinha de rua:



Christmas tree anyone?



Cute houses:



Vista:



Calçada:



Picture:



Lunch:

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Are you crazy?

Alexia, vamos conversar?

Assim... estava eu em NY com x bilhões de coisas pra fazer e vocês ainda vem pra ca querer que eu atualize o blog?! Como assim Vanessa?! Ate pra casa eu so liguei quando cheguei e uma outra vez ontem pra não ficarem achando que tivesse morrido. Agora eu to no ônibus (eles nao tem TB fazendo propaganda, mas sim, aqui eles tem wifi) indo pra Pittsfield e por isso to com tempo de postar, mas nem rola foto porque to usando o iPod.

Assim que tiver um tempo livre, e eu deverei ter muito nos próximos dias, eu venho atualizar vocês sobre o que eu to fazendo e o que fiz em NY. O que posso adiantar eh que esses últimos dias com certeza estão na lista de best days of my life. Conheci muita gente. Fiz varios "amigos". Fui em MUITOS lugares. E caminhei como provavelmente nunca fiz na vida. Não vou ter foto de todo porque choveu demais e eu não queria afogar a câmera.

Eh isso! Catch you guys later...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

T I R E D

A partir de agora já tô escrevendo de NY mesmo.

Depois de chegar no JFK eu fui pra o Hosteling International (o hostel onde vou ficar hospedado até segunda) pra deixar minha bagagem. O check in só começaria às 16h então guardei minhas coisas eu fui rodar.

O hostel fica a umas duas ou três quadras do West Side do Central Park, que foi pra onde eu fui. Eu atravessei o Central Park de lado a lado. De cima a baixo. Mesmo!



Estive também no Metropolitan Museum of Art, (que aliás é enorme) mas só vi a ala de pinturas européias. Depois fui na Apple Store, que fica no Upper East Side também, só pra dar uma olhada nas minhas futuras aquisições. Depois fui pra Midtown e almocei no Mac Donalds da Times Square.



Pensei em ir assistir algum show na Brodway, mas MUITA gente pensou na mesma coisa. Eu não queria perder três horas da minha vida no meio na rua, no frio (ta fazendo por volta de 0 grau), em pé em uma fila ridícula de enorme. Desisti e fui no Ground Zero (onde era o World Trade Center) não pra ver, porque já tinha visto há dois anos, e não mudou muita coisa. Fui na Century 21 pra comprar algumas coisas e voltei pro hostel - já eram por volta de 18h no horário local. No Brasil seriam 20h.

Tenho muita coisa pra organizar e talvez ainda vá sair agora a noite (improvável porque mal aguento ficar em pé) por isso não vou colocar outras fotos. Mas de qualquer forma só tenho foto de paisagens porque desta vez eu tô só.

Here we go again!

Desde que decidi que viria pra os EUA de novo decidi também que iria fazer outro blog e, dessa vez – ao contrário das experiências anteriores, alimentaria com mais frequência. A medida que a viagem se aproximava, however, acumulava-se uma série de coisas que eu deveria fazer e o início acabava ficando pra depois. Encerrei o depois porque, apesar de ainda ter muito a ser feito, se esperasse mais o depois acabaria não chegando.

Chegou!

Vou explicar uma coisa:
Minha memória não é mais a mesma, por isso minha motivação principal era ter um registro que no futuro me possibilitaria relembrar as situações que vivenciei, os lugares que visitei, as pessoas que conheci; tudo que vivi aqui. Compartilhar isso com os interessados é uma maneira de aliviar um pouco a enxurrada de recados e conversas de msn que repetem os assuntos e tomam muito tempo. Só não vou escrever: “Iuri, hoje você fez isso, isso e aquilo”, porque seria narcisismo demais. Fora que conversar com si mesmo também é sinal de loucura. Ainda não sou.

Aviso antecipadamente que, apesar de por enquanto ter todo o interesse de mantar o blog atualizado, se considerar que fazer as postagens está atrapalhando mais do que gostaria que ajudasse vou deixá-lo de lado. E no complaning! Vou escrever direcionando o discurso aos leitores, mas lembrem-se esse blog é meu, e é feito pra mim. Vocês são convidados. E convidados não podem reclamar do que lhes é oferecido. Love ya! Ou não.

Vou explicar outra coisa agora:
O “aqui” que eu escrevi lá em cima na verdade é falso. Aindo tô no Rio esperando pelo embarque, mas como em New York não deverei ter tanto tempo pra escrever, afinal estarei em New York, resolvi adiantar alguma coisinha. Uma vez que só vou postar quando tiver chegado lá – agora já é aqui – então é aqui.